quinta-feira, março 09, 2006

O Poder da dissuasão

Partindo do micro, é visualizado a seguinte situação: o “flanelinha” questiona a pessoa, sobre a possibilidade de vigiar ou não o veículo. Dependendo da assertiva do cidadão, há a chance de o automotivo estar intacto ou não.

Visualizando no macro, é o comportamento da mídia marrom nestes últimos cem anos. A falta de compromisso com a verdade rima com os interesses privados que os empresários buscam. Destoando da época na qual o jornal surgiu das grandes inflamações populares e urbanas da Europa do Século XVIII/XIX em busca da Revolução. Voltando aos tempos atuais, a maioria(ou seria minoria? Uma minoria que controla quase 95% das informações) da mídia atual é o grande “flanelinha” da nação. Vigia o Estado dela mesma. Deixe os trocados, as concessões, os abonos, tudo fluíra perfeitamente(dentro do possível e aceitável pela população) vide os 8 anos de FHC. Longe de ser uma fonte de informações e mais uma formadora de opiniões, partidária de seus interesses próprios.

A melhor forma de não subverter-se a tal situação e não ser dissuadido, é ler. Goethe, escritor alemão do Século XVIII, já diria que ler é a arte de desatar nós cegos. Como poderiamos interpretar esta frase? Podendo ser os nós difíceis de nossa existência; ou ainda podemos pensar em nós cegos? a partir de algumas inaptidões visíveis que desenvolvemos em relação ao mundo no qual vivemos. Ler não é apenas traduzir os códigos da língua da escrita. É também desfazer os nós cegos de uma não compreensão sobre isto ou aquilo. É poder enxergar no fora o que esta vindo por dentro e vice-versa.

Deixando claro, seria muita hipocrisia vir alguém defender o “direito” dos “flanelinhas”. Com raras excessões, o pedido de vigiar já vem contemplado com o de não depredação. Alias, obrigação do Estado de garantir o mínimo para sobrevivência do cidadão que vigia carros, que no caso fosse realmente uma Democracia( 1 - governo do povo; governo em que o povo exerce a soberania
2 - sistema político cujas ações atendem aos interesses populares), não seria necessário vigiar.

Ainda estamos vivos, ainda respiramos.
Acham que somos o que eles querem que fossemos.


E Lula novamente em 2006. A nossa luta SEMPRE continua.

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