sexta-feira, setembro 30, 2005
Orgulho!
Após uma tortuosa tempestade, causada por ventos vindos dos curais mais obscuros do Brasil, finalmente, vem a bonança! Jornais direitistas e panfletários, vomitem suas asneiras! Vertam em lágrimas, pois, a nossa luta SEMPRE continua!
quarta-feira, setembro 21, 2005
Atualizações
A carta tem um conteúdo rico em informações a respeito da tão desgastada democracia, liberdade de imprensa tendenciosa e filosofia. Uma leitura indispensável.
terça-feira, setembro 20, 2005
sexta-feira, setembro 16, 2005
Questão do dia
Por que os veículos de impressa não citam isto? Não publicam nenhum artigo por meio de seus colunistas?
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI528248-EI306,00.html
"...eles querem te vender, eles querem te comprar
querem te matar (de rir), querem te fazer chorar
quem são eles?
quem eles pensam quem são?..."
Engenheiros do Hawai
sábado, setembro 10, 2005
Quem diria?
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u72220.shtml
quarta-feira, setembro 07, 2005
Mundo pelo avesso: Políticos descartáveis
Mundo pelo avesso: Políticos descartáveis
EMIR SADER
Um ex-secretário de Estado dos EUA é o autor da famosa frase sobre o ditador Anastácio Somoza: "It's a sun of a bitch, but it's our son of a bitch". No Brasil, Severino é o "Somoza" da burguesia que o elegeu. Agora que não serve mais, querem o cargo de volta.
6/9/2005 - A burguesia não tem partido, já nos ensinava Gramsci. Usa os partidos e os políticos, conforme lhe interessem em cada momento político, afim de garantir a reprodução da sua lógica de maximização dos lucros e de hegemonia dos seus valores na sociedade. Da mesma forma que o império se vale de quem cumpra com os seus desígnios. O ex-secretário de Estado norte-americano Foster Dulles, no governo Eisenhower, é o autor da famosa frase sobre o ditador Anastácio Somoza: "It's a sun of a bitch, but it's our son of a bitch".
A burguesia brasileira se valeu de uma malta de aventureiros e corruptos, conforme lhe foram funcionais para derrotar a esquerda e garantir a continuidade do poder. Foi assim com Jânio Quadros, para derrotar o nacionalista general Henrique Lott. Foi assim com a ditadura militar, para derrotar a esquerda. Foi assim com Collor, para derrota a esquerda. Foi assim com Severino Cavalcanti, para impor derrota ao governo Lula.
Depois, passada a circunstância, quando já não tem mais utilidade ou caso se torne um aliado incomodo, a burguesia se desfaz dos bonecos que criou e inflou, jogando-os no lixo, até mesmo tratando de demonstrar que não tinha nada com isso, como se tivessem sido invenções da natureza ou do acaso. Foi assim com Jânio, com a ditadura militar, com Collor, e agora com Severino.
Este foi um candidato articulado pelos tucanos, com FHC na cabeça. Um Pigmaleão do mal, lançado, apoiado e votado pelos tucanos - a começar por esse ex-comunista, Alberto Goldman, que agora finge que não tem nada a ver com esse engendro. Os tucanos colocaram um vice de confiança deles, do PFL, e diziam abertamente que seria o poder atrás do trono e, caso chegasse a hora, assumiria no lugar de Severino. Ieda Crusius, Artur Virgilio, Zulaiê Cobra - todos brindavam a vitória contra o governo, elevando Severino a presidência da Câmara de Deputados.
Agora se comportam como o tipo que foi pego roubando um "porco", com o bicho nos ombros e que faz gesto de surpreso: "Tirem esse bicho daí." As marcas digitais do crime apontam para os dedos dos tucanos. Se a imprensa tivesse um mínimo de decência, reconstituiria os votos que elegeram a Severino e publicaria a lista, para que a cidadania pudesse saber quem joga com a republico conforme sopra o vento.
Os mesmos mentores das denúncias contra a corrupção, aqueles que privatizaram o patrimônio publico a preço de banana, os mesmos que querem retornar ao poder para dar continuidade a esse processo, privatizando a Petrobras, o Banco do Brasil, a Eletrobrás, a Caixa Econômica Federal, cumprindo o compromisso que assumiram com o FMI, quando quebraram o país pela terceira vez em seu governo, são os que geraram o monstro de Severino Cavalcanti e agora querem jogá-lo na lata do lixo, de onde o tiraram, porque já lhes serviu e agora se torna aliado incômodo.
Severino sempre foi conhecido como corrupto. Mas era "their son of a bitch", o corrupto - um dos tantos - de plantão no PSDB. Não serve mais e deve ser descartado. Outros aventureiros se candidatam a terem seus 15 minutos de glória. Como dizia o cartaz no casamento do filho de César Maia: "Não procriem". É necessário castrar os tucanos, antes que povoem de novo o poder de Severinos.
Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de "A vingança da História".
http://agenciacartamaior.uol.com.br/agencia.asp?id=1455&coluna=boletim
terça-feira, setembro 06, 2005
O país da memória curta...
O Caixa Explosivo
Hã? CPI para isto? É um absurdo! A retórica dos sofistas nunca muda.
sexta-feira, setembro 02, 2005
Lula, o grande trunfo do Brasil
Reportagem publicada no caderno MAIS da Folha de SP aos Domingos. O detalhe interessante é que esta matéria estava no meio de dois textos filosóficos enormes. Nada como uma ação despótica de um veículo de imprensa.
Informante do Link: Ernesto Rister
+ autores
Se o Brasil quer escapar "de uma crise capaz de destruir o regime", defende o sociólogo francês, a melhor saída é apoiar o presidente, "força de união nacional" e "ponto de apoio sólido em uma sociedade debilitada"
Lula, o grande trunfo do Brasil
ALAIN TOURAINE
COLUNISTA DA FOLHA
Comecemos pelo que parece o ponto mais distante de análise. O Brasil vive uma crise política e moral, mas não vive uma crise de regime. A imagem do presidente continua sólida, e muitos o consideram como um recurso contra as falcatruas do Congresso. Aqueles que desejam transformar as graves dificuldades atuais em um movimento pela destruição do regime, do presidente e de sua chance de reeleição causam um grave risco para o país. Como compreendeu Fernando Henrique Cardoso, estadista cujo julgamento continua a ser muito respeitado, não se pode construir uma campanha presidencial sobre uma acusação de corrupção.
O primeiro gesto que todos os que se preocupam com o futuro do Brasil deveriam fazer seria apoiar Lula e pedir a Tarso Genro que ele enfim encontre uma responsabilidade à sua altura e extermine os ramos apodrecidos do PT, refletindo ao mesmo tempo a maioria de que o presidente dispõe no Congresso. Não é hora de perder a cabeça. Por mais que a opinião pública julgue o sistema político com severidade, não é hora de remover os grilhões dos monstros populistas. Isso equivaleria a um recuo de dez anos ou muito mais para o Brasil e colocaria o país em uma trajetória na qual existe o risco de uma queda mortal.
Isso posto, é preciso acrescentar igualmente que no momento não se trata somente de um problema de financiamento ilegal a um partido, algo que muitos países europeus tiveram de enfrentar, nem apenas de atos de enriquecimento individuais. Para isso, existem os tribunais e as prisões como método de solucionar o problema. A crise atual é a segunda que o presidente atravessa.
A primeira foi a profunda decepção dos que esperavam por reformas estruturais, pela luta contra a desigualdade, o que suporia redistribuir renda -o que só se tornará possível sob pressão de uma mobilização popular. Isso ainda não ocorreu. Alguns membros do PT deixaram o partido, mas a opinião nacional e estrangeira se habituou aos pouco ao que não pode ser mais que um começo para uma profunda mudança política.
A segunda crise, que vivemos, foi deflagrada pela tentativa de elementos do PT de comprar votos de deputados pertencentes a pequenos partidos de oposição. Somadas, as duas crises demonstram que no seio das grandes escolhas feitas por FHC e, depois dele, por Lula -o respeito às instituições democráticas e a aceitação de uma ordem econômica mundial na qual o Brasil teria importante papel a desempenhar como intermediário entre os hemisférios Norte e Sul, algo que o presidente Lula faz admiravelmente-, não há lugar para uma política de mudanças sociais revolucionárias, tampouco para um partido que desempenhe o papel de aparelho do Estado, como o partido comunista em alguns países ou como o PRI mexicano.
Limites econômicos
A melhor comparação possível para o Brasil é com a Alemanha. Em um país dilacerado pela luta contra a Guerra Fria e pela reunificação, Oskar Lafontaine lançou um movimento de socialismo de esquerda que se assemelhava à política adotada por [François] Mitterrand entre 1981 e 1984. O movimento, apoiado especialmente pelos intelectuais, recuou rapidamente e terminou derrotado por Schröder. Não é possível fazer política de extrema esquerda no quadro de uma economia internacional, que talvez não seja tão restritiva quanto se diz, mas ainda assim concede prioridade à integração mundial, ou com instituições nas quais não existe maioria para tal.
O Brasil, como a França e a Alemanha, deve adotar política social equiparada à sua política econômica e ao seu respeito às normas institucionais, mantido desde o princípio. É claro que sempre haverá dirigentes que pensem que uma solução como essa não é possível a não ser que dirigida por um partido forte, como tentaram alguns países socialistas no final da Guerra Fria, quando já estavam condenados pela história. Trata-se de uma solução perigosa, irrealista e que causará revezes inevitáveis. O Brasil tem a obrigação de escolher: ou Schröder ou Lafontaine, para mencionarmos apenas o caso mais próximo à sua situação.
O grande trunfo para o sucesso de uma reorientação como essa no Brasil é o próprio Lula, e por diversos motivos. O primeiro, e mais visível, é o papel internacional conquistado pelo país, que deu ao presidente influência mundial. O segundo é a extrema fraqueza das forças de sustentação a soluções radicais, porque o MST não seria capaz de desempenhar papel central em um país fortemente urbanizado, e até mesmo metropolizado. A terceira é a personalidade de Lula -ele é a um só tempo dirigente sindical, uma figura que cada vez mais aparenta ser a principal força de união nacional e homem que suscita forte simpatia e que funciona melhor como representação da integridade nacional do que como condutor de um grande projeto.
As facções do PT e da opinião pública que desejam conceder prioridade às reformas sociais fundamentais foram vencidas. Eu mesmo defendi durante dois anos a idéia de que a vitória presidencial criaria expectativas que não deveriam ser alimentadas. E continuo a pensar que, no futuro, o governo brasileiro pode se ver enfraquecido pela perda do apoio dinâmico dos partidários mais radicais, um afastamento que criará uma resistência surda, repleta de incidentes desastrosos.
Mas a via do socialismo de esquerda se fechou há muito tempo, e o Brasil de FHC demonstrou que é possível minorar os problemas mais graves, por meio do combate eficaz ao analfabetismo e à mortalidade infantil, da construção de habitações populares e da distribuição de terras.
A grande crise que o PT enfrenta obrigará o partido a acatar as condições econômicas internacionais e as instituições internas que Lula jamais pretendeu desrespeitar. Portanto, é tarefa de Tarso Genro e dos melhores conselheiros do presidente restabelecer a coerência interna da política nacional. Não devemos esquecer que a política econômica em vigor não sofre contestações violentas e que até agora não existe risco de abalo das instituições democráticas. O importante é a passagem da primeira para uma segunda fase da presidência de Lula, sob sua direção pessoal, o qual deve apoiar a nova política com a força considerável de que dispõe, por desfrutar da confiança do povo brasileiro.
Não creio que seja nem possível lançar um grande projeto de ação social de tipo revolucionário nem viável colocar em risco as instituições democráticas a fim de apoiar uma mobilização popular que, no momento, quase não existe.
As chances de sucesso do Brasil são grandes. O mercado interno se desenvolve vigorosamente, sua dependência do comércio internacional e dos capitais estrangeiros não é mais tão grande, e, acima de tudo, o mundo precisa do Brasil para gerar aproximação entre Norte e Sul.
É essa a dimensão da crise atual: mais que um caso de corrupção que a Justiça bastaria para resolver e menos que uma crise capaz de conduzir a um recuo grave da via democrática. O que é verdadeiramente necessário é instituir reformas sociais da maneira mais ativa possível, mas sempre respeitando as condições internacionais e institucionais, cujos limites são claros. Essa mudança de etapa é algo que o presidente Lula tem mais chances do que qualquer outra pessoa de conduzir com sucesso. Aqueles que desejam acima de tudo salvar o Brasil de uma crise capaz de destruir o regime deveriam agora apoiar o presidente, ponto de apoio mais sólido em uma sociedade debilitada.
Alain Touraine é sociólogo, diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris, e autor de "A Crítica da Modernidade" (ed. Vozes).
Traudução de Paulo Migliacci.
link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2407200504.htm
quinta-feira, setembro 01, 2005
O império corruptor
http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed100/jose_arbexjr.asp
quarta-feira, agosto 31, 2005
Veja ou não veja?
Informações reais sobre o panfleto factóide conhecido como "Veja".
http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_invencoes_elite.htm
Hipocrisia
Busca ao banco de dados da Folha de SP: Cris
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CAIXA 2 de FHC comprovado mas não investigado: Por que?
Governo barra investigação de caixa-dois no Congresso
17/12/2000
Autor: WLADIMIR GRAMACHO
Origem do texto: Da Sucursal de Brasília
Editoria: BRASIL Página: A4
Edição: Nacional Dec 17, 2000
Arte: ILUSTRAÇÃO: GRAFITE - PAULO CARUSO
Vinheta/Chapéu: CONTAS DA REELEIÇÃO
Assuntos Principais: CONGRESSO /PARLAMENTO/; GOVERNO FHC; CAMPANHA ELEITORAL; RECURSO; INVESTIGAÇÃO; FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Governo barra investigação de caixa-dois no Congresso
WLADIMIR GRAMACHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo venceu a queda-de-braço com a oposição e bloqueou a investigação que o Congresso poderia fazer sobre o caixa-dois das campanhas do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Planalto, em 1994 e 1998.
Diante da possibilidade de as investigações não se limitarem às campanhas eleitorais de Fernando Henrique Cardoso, até o PT foi mais tímido do que costuma ser para pedir a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito. Apenas ameaçou recolher assinaturas num pedido de abertura de investigações. Ficou na ameaça. O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, tesoureiro das duas campanhas de FHC, e seus dois principais assessores, Egydio Bianchi e Adroaldo Wolf, também não deverão ser convocados para esclarecer o caso no Congresso.
Empolgado com mais uma vitória sobre a oposição, o líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio ( PSDB -AM), não quer abrir espaço para a investigação parlamentar. "Agora, vamos juntar a base aliada para derrubar o requerimento de convocação do Bresser ", avisa.
Para o líder do PSB na Câmara, deputado Alexandre Cardoso (RJ), o comportamento dos partidos governistas ( PSDB , PFL e PMDB) é típico de quem tem algo a esconder. "Derrubar essa convocação é o mesmo que assinar um atestado de culpa, impedindo que o caso seja esclarecido", rebate o parlamentar.
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Arthur Vírgilio admite Caixa 2
Virgílio conhece como funciona a contabilidade das campanhas. Ele mesmo conta que, em 1986, recebeu dinheiro no caixa-dois de sua campanha para o governo do Amazonas. Apenas faz uma ressalva. "As empresas pediram para não declarar porque temiam retaliações do governador", explica o deputado. Ele só assume o "pecadilho" porque diz que não gosta de "hipocrisia".
Sem uma CPI, entretanto, o caixa-dois das campanhas eleitorais continuará sendo um dos principais tabus da política brasileira. A investigação sobre as doações ilegais recebidas pelas campanhas de FHC _reveladas pela Folha nas últimas semanas_ ficará restrita ao Ministério Público.
O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, já tem em mãos todos os documentos necessários para apresentar denúncia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nos próximos dias, concluirá se houve crime eleitoral ou se o caso vai para a gaveta.
A apuração dos demais crimes potencialmente ligados ao caso _falsidade ideológica, sonegação fiscal e evasão de divisas_ está entregue aos procuradores da República no Distrito Federal, que também investigam a Abin, o ex-secretário Eduardo Jorge Caldas Pereira e uma longa lista de grandes sonegadores elaborada pela Receita Federal.
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R$ 10,120 milhões foram omitidos do TSE pelo PSDB
Planilha mostra como Matarazzo agiu por recursos
03/12/2000
Autor:
Editoria: PRIMEIRA PÁGINA Página: A1
Edição: Nacional Dec 3, 2000
Observações: MANCHETE
Arquivo revela meta de arrecadar R$ 6 milhões com empresas para reeleger FHC; ministro nega atuação
Planilha mostra como Matarazzo agiu por recursos
Uma nova planilha eletrônica do comitê financeiro da campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, revela a ação do ministro Andrea Matarazzo (Secretaria de Comunicação) para angariar fundos, informam Andréa Michael e Wladimir Gramacho.
O arquivo dá pistas sobre a origem dos R$ 3 milhões arrecadados pelo ministro para o caixa-dois da reeleição.
Os dados mais reveladores estão na planilha "MM", código usado pelo comitê financeiro para designar Matarazzo.
A tabela eletrônica relaciona 17 empresas. Ao lado de cada uma, aparecem nomes de dirigentes a serem procurados e a indicação das metas de arrecadação em cada companhia.
Ao todo, Matarazzo deveria coletar R$ 6,020 milhões _o dobro do que conseguiu obter.
Pelo registro eletrônico do arquivo, seu autor é o ex-ministro Bresser Pereira, tesoureiro oficial das duas campanhas presidenciais de FHC.
Matarazzo nega atuação na arrecadação de recursos para a reeleição. Procurado por e-mail, Bresser não respondeu.
Nas últimas semanas, a Folha revelou que R$ 10,120 milhões foram omitidos do TSE pelo PSDB em 98.
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Bresser pede impeachment de Lula mas ñ explica C2
Verba de campanha
"A propósito de reportagem publicada na edição de 3/12 deste jornal, na qual sou citado, desejo insistir, uma vez mais, no esclarecimento da verdade acerca do episódio.
Reafirmo que não exerci funções de arrecadador de contribuições financeiras para a campanha eleitoral do PSDB em 1998. Trabalhei na coordenação política em São Paulo e promovi dois jantares reunindo empresários com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Essa foi minha atuação naquele pleito.
Quanto a esse ponto, aliás, a reportagem foi fiel às minhas declarações.
Sendo essa minha atividade, não poderia ter sido, como não fui, responsável pela arrecadação de R$ 3 milhões de contribuições à campanha, como informa erroneamente a reportagem. Igualmente, jamais poderia ter, como não tive, a meta de arrecadar R$ 6 milhões para o mesmo fim, como se afirma no texto, novamente incorrendo em erro.
O senhor Luís Carlos Bresser Pereira, a quem o jornal atribuiu a propriedade e o uso das planilhas, negou enfaticamente tal responsabilidade, primeiro em e-mail enviado à Redação e depois em diversas declarações. Afirmou, inclusive, desconhecer tais planilhas na forma como foram publicadas.
De minha parte, desconheço as planilhas de metas ou outras, assim como ignoro sua origem e o motivo para meu nome estar nelas relacionado."
Andrea Matarazzo, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação do Governo da Presidência da República (Brasília, DF)
Resposta dos jornalistas Andréa Michael e Wladimir Gramacho _ As informações publicadas constam de planilhas secretas, obtidas pelo jornal, que revelam doações feitas para a campanha de reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso e não registradas no Tribunal Superior Eleitoral. A reportagem de ontem deixa clara a origem das informações. Ressalta que se tratavam de metas de arrecadação atribuídas ao ministro Andrea Matarazzo.
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Em 1994 PSDB também teve Caixa 2
Bresser nega planilha que mostra R$ 8 mi não declarados na eleição de FHC; Andrade Vieira admite uso de caixa-dois
PSDB omitiu doações também em 94
ANDRÉA MICHAEL
WLADIMIR GRAMACHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A campanha eleitoral que elegeu o presidente Fernando Henrique Cardoso pela primeira vez, em 1994, também movimentou recursos por meio de um caixa-dois.
Uma planilha eletrônica mostra que pelo menos R$ 8 milhões deixaram de ser declarados ao Tribunal Superior Eleitoral na ocasião. Uma lista com quase 300 empresas relaciona 53 nomes de doadores cujas contribuições não figuraram na prestação de contas.
Há uma semana, a Folha revelou que a campanha da reeleição teve no mínimo R$ 10,12 milhões além do declarado.
O autor do arquivo de 94, segundo registro eletrônico, é, de novo, o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, tesoureiro nas duas campanhas. Ele nega a autoria das planilhas.
O ex-ministro de FHC José Eduardo Andrade Vieira, um dos organizadores da campanha em 94, confirmou em depoimento ao Ministério Público, sexta, o uso de caixa-dois.
"Quando o empresário não quer aparecer, contribui em espécie", disse.
Págs. A16 e A17